7 de outubro de 2011

Top de 5ª e Playlist #6 - Top 15 Músicas com Riffs Matadores

Diz a Nossa Senhora que um "riff é uma progressão de acordes, intervalos ou notas musicais, que são repetidas no contexto de uma música, formando a base ou acompanhamento". Eu digo que um riff, especialmente um bom riff, é legal pra caramba. E o meu critério para um bom riff é o seguinte: tem que ser curto, tem que ser facilmente reconhecível, tem que ser cantarolável e tem que grudar na cabeça por três dias [a menos que seja substituído por outro riff]. Essa é a minha seleção para as 15 músicas com os riffs mais contagiantes e grudentos da história [era pra ser um top 10, mas sabe como é, eu não consegui deixar de fora mais do que eu deixei...]. Como eu não entendo nada realmente de música, não existe nenhum critério de dificuldade no riff ou complexidade da composição, e como eu não consegui ordená-los por nenhum critério qualitativo, a ordem será cronológica. Para ouvir as músicas, basta clicar no player na coluna da direita do blog. Rock it!

Junho 1965 - Satisfaction, The Rolling Stones. Diz a lenda que Keith Richards gravou esse riff numa noite logo antes de cair no sono. No dia seguinte ele encontrou a fita e não conseguia lembrar de ter gravado aquilo, mas a voz dele estava lá dizendo I can't get no satisfaction [sendo o Keith Richards, isso não me soa nada improvável]. Seja como for, pegue o violão, coloque o dedão na 5ª corda e toque nas casas 2-2--2-4-5--5-5-4-4-2, e você tem um dos riffs mais famosos da história. Graças a uma corda, uma noite de bebedeira e um gravador. Obrigado!

Outubro 1965 - Day Tripper, The Beatles. Se tem uma coisa pela qual os Beatles NÃO são famosos é pelos riffs das suas músicas. Então, como Beatlemaníaco que sou, tenho que agradecer a John Lennon pela inspiração de escrever o riff dessa música que me permite colocar o Fab Four entre os selecionados. Sou só eu, ou o riff de O Mundo é Bão Sebastião, do Nando Reis lembra muito o dessa música?

1967 - Foxy Lady, The Jimmy Hendrix Experience - Eu confesso que eu gosto desse riff mais por causa dessa cena clássica que por qualquer outro motivo. Mas ainda assim, essa música é de aumentar o volume até romper os tímpanos.

1969 - Whole Lotta Love, Led Zeppelin - Resista. Resita à tentação de headbanguear alucinadamente com esse riff. Resista só para descobrir que ele some no meio da música, e então volta com toda a força pra te pegar com a guarda baixa, e aí vc já não tem mais domínio do movimento da sua cabeça. O riff é tão forte que até a sua ausência o fortalece!

Janeiro 1970 - Roadhouse Blues, The Doors - 1970 foi o ano! Essa música está marcada para entrar na lista [no dia em que eu fizer tal lista] das melhores músicas pra se tocar em viagem. O clima de estrada está impregnado nessa peça, Roadhouse Blues tem cheiro de asfalto, e o riff que progride como o som de cavalos galopando te impulsiona em apenas um sentido: avante! Let it roll!

Fevereiro 1970 - N.I.B., Black Sabbath - Os Mutantes foram uma das bandas mais criativa e influentes no rock brasileiro. Arnaldo Baptista era um gênio. E mesmo assim eles não conseguiram resistir em plagiar desavergonhadamente o riff pesado de N.I.B. na música Tapupukitipa.

Setembro 1970 - Iron Man, Black Sabbath - O som da guitarra nessa música lembra o som de uma metalúrgica em funcionamento, metal raspando em metal. Não é à toa que o Black Sabbath é considerado por muitos a primeira banda de Heavy Metal da história. E esse som metálico casa muito bem com a idéia da música: um homem de ferro [nao O Homem de Ferro] enlouquecido que sai pelo mundo buscando vingança.

1972 - Smoke on the Water, Deep Purple - Esse dá vontade de deixar fora de tão óbvio. Não é nem preciso dizer nada. Smoke on the Water é o Top of Mind dos riffs de guitarra.

1973 - Keep Yourself Alive, Queen - Esta é a melhor faixa de abertura de um disco de estréia de uma banda. O Queen entra em cena com os dois pés na porta com não apenas um riff, mas com dois riffs fortíssimos sobrepostos. Animal!

1974 - Rebel Rebel, David Bowie - O próprio David Bowie comemorou a composição do riff de Rebel Rebel como gol do Brasil na final da Copa contra a Argentina. Não é pra menos. Rebel Rebel é um bate estaca que fica ressoando e entrando na sua cabeça como se houvesse uma sinfonia de operários martelando pregos no seu crânio - isso num universo em que se ter o crânio pregado é bom.

1975 - Walk This Way, Aerosmith - Houve uma época que o Aerosmith ainda não era arroz de festa da MTV. Talvez por ainda nem existir MTV na época, mas o fato é que nos anos 70, antes do Steven Tyler sequer cogitar fazer participações especiais ridículas em filmes ruins do John Travolta, o Aerosmith produziu belos clássicos do rock, como Dream On, Sweet Emotion e essa canção, que deve ter sido a primeira vez em que o rock interagiu com algo semelhante ao rap.

1980 - Back in Black, AC/DC - Repor um membro da banda é sempre algo delicado, e quando esse membro é o vocalista, então, a coisa se torna uma missão impossível. Pois quem diria que logo após a morte do vocalista Bon Scott [que morreu por porralouquice], o AC/DC conseguiria repor o vocalista e ainda gravar o disco de rock mais vendido na história? Back in Black, o carro chefe do álbum, é algo que já foi descrito como a mais pura expressão do rock'n'roll.

1982 - Should I Stay or Should I Go, The Clash - Eu não gosto de The Clash. The Clash é uma droga. Deve ter duas ou três músicas que eu goste. Felizmente essa é uma delas, e esse riff é excelente. Mais do que dar uma boa introdução pra música e morrer, ele se prolonga por toda a canção, se encaixando entre os versos com precisão. Desafio: eu quero saber quem da minha geração ouviu esse riff na música do Clash antes de ouvir o mesmo riff em Chopis Centis, dos Mamonas...

1991 - Enter Sandman, Metallica - Diga suas preces, pequeno um! Enter Sandman foi a música que colocou o Metallica no mapa das pessoas comuns, fora do círculo estrito dos metaleiros. Graças a ela e outros hits radiofônicos como Nothing Else Matters, o álbum preto do Metallica vendeu mais que chuchu na feira e não há um único cristão que não tenha ouvido exaustivamente esse riff no início dos anos 90.

2003 - Seven Nation Army, The White Stripes - A música começa com o riff. E continua com o riff. Ela nao tem refrão. No lugar dele, vc tem uma variação do mesmo riff. E ela não precisa de mais nada. Um exemplo perfeito do que uma música minimalista é capaz de fazer e da competência musical do Jack White.

E que comece a briga sobre quem ficou de fora!

Um comentário:

Diogo de Lima disse...

Eu voltei a essa lista anos depois para reclamar! Como assim, Diogo do passado, você deixou de fora o riff de In-a-gadda-da-vida, do Iron Butterfly? Você já conhecida essa música na época! Shame on you-me.

 
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