1 de outubro de 2010

Guia Rápido para Divulgação de Textos na Internet

Você tem um texto que acha genial, informativo, espirituoso ou profundo? Você gostaria de divulgá-lo na internet e fazê-lo percorrer as listas de email, mas acha que ninguém vai te dar atenção porque você é apenas um desconhecido que passa tempo demais na frente do computador pensando na vida? Pois agora você também pode espalhar a sua mensagem para toda a rede de modo rápido, grátis e seguro! Basta seguir as seguintes simples regras para a Autêntica Atribuição Falsa de Autoria do Idéias Insólitas. A lógica é simples: pegue o seu texto, verifique em que categoria ele se encaixa, atribua a autoria às personalidades correspondentes, e fique famoso anonimamente! O nosso Guia® oferece uma ampla gama de personalidades à disposição para fornecer, sem qualquer espécie de consentimento ou custo adicional, a credibilidade necessária à divulgação do SEU texto! Confira:
  • Para a divulgação de informações noticiosas que o governo e os meios de comunicação não querem que você saiba (fim da tarifa telefônica, privatização da petrobrás, legalização da corrupção) e solicitação de abaixo assinados relacinados às mesmas: Franklin Martins
  • Para qualquer assunto relacionado à Amazônia: Cristóvam Buarque
  • Para assuntos mais amplos relacionados à ecologia, e no caso do autor querer aproveitar um pouco mais do momento de celebridade: Marina Silva
  • Para textos cômicos, levemente espirituosos, piadas infames e afins: Luís Fernando Veríssimo, Millor Fernandes
  • Para textos cômicos, levemente espirituosos, piadas infames e afins relacionados ao governo: Marcelo Tas
  • Para mensagens depressivas sobre a crueldade e frieza do ser humano: José Saramago (que mesmo depois de morto continua um dos autores mais produtivos atualmente).
  • Para crônicas virulentas direcionadas ao governo (independente de partido ou orientação política), especialmente dotadas de extensa verborragia (dependendo do grau intelectual do interlocutor, verborragia pode ser definida por uso de palavras do calibre de "pilantra" e "espoliar" até a acadêmica e refinada "hipócrita"): Arnaldo Jabor
  • Para textos comentando a educação das crianças de antigamente ("minha mãe falava 'não' e era 'não' mesmo"): Içami Tiba
  • Poemas, independentes de estilo, temática, tempo ou idioma: Carlos Drummond de Andrade (ou apenas Drummond, para os íntimos), Mário Quintana, Pablo Neruda.
  • Conselhos de saúde ou dicas de bem-viver (desde "use camisinha" até "coma devagar" ou "dance, mesmo que não saiba"): Drauzio Varella
E, finalizando:
  • Para "cartas abertas" de cidadãos indignados, colocar um Dr. ou Dra. antes de um desses nomes (Marina, Felicia, Fernando, Jucemar, Heriberto, Fátima, Sandra) e sobrenomes (Junqueira, Oliveira, Soares, Meirelles, Leão, Bernardes), escolhidos aleatoriamente (com o cuidado de não incorrer em nomes como Fernando Meirelles e Fátima Bernardes). Acrescentar um número aletório de OAB ou CRM, conforme a preferência.
O que importa se ninguém vai saber que foi você que escreveu? Entre você e o seu texto, pelo menos um vai ficar famoso.
Pero Vaz de Caminha

2 comentários:

f disse...

gostei!!!

Lucy disse...

"Para mensagens depressivas sobre a crueldade e frieza do ser humano: José Saramago (que mesmo depois de morto continua um dos autores mais produtivos atualmente)."

hahahahaha :)

 
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