23 de julho de 2010

Arché

Hoje me lembrei de uma expressão/conceito que aprendi nas aulas de história da arte, e que uso esporadicamente, a arché. Como já faz tempo que aprendi, resolvi revisar o conceito pra saber direito o que significa, já que eu aprendi ele num contexto muito específico. Basicamente, a arché é um princípio subjacente a todas as coisas, a substância da qual todas as coisas são formadas. Mas não é pra falar disso que eu estou criando esse post. Foi só pra reportar esse trecho incrível de Diógenes de Apolônia, (não confundir com o Diógenes de Sínope, aquele do barril) que encontrei na wikipedia enquanto pesquisava:
"[..] Todas as coisas são diferenciações de uma mesma coisa e são a mesma coisa. E isto é evidente. Porque se as coisas que são agora neste mundo - terra, água ar e fogo e as outras coisas que se manifestam neste mundo -, se alguma destas coisas fosse diferente de qualquer outra, diferente em sua natureza própria e se não permanecesse a mesma coisa em suas muitas mudanças e diferenciações, então não poderiam as coisas, de nenhuma maneira, misturar-se umas as outras, nem fazer bem ou mal umas as outras, nem a planta poderia brotar da terra, nem um animal ou qualquer outra coisa vir a existência, se todas as coisas não fossem compostas de modo a serem as mesmas. Todas as coisas nascem, através de diferenciações, de uma mesma coisa, ora em uma forma, ora em outra, retomando sempre a mesma coisa."
Uma forma belíssima de expressar algo que Lavoisier só conseguiria transformar em ciência depois mais de dois mil anos.

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