7 de abril de 2010

Sexo com Gostosas

Esse post já está anotado no meu caderninho desde as férias, em janeiro. Não consigo imaginar porque, numa praia apinhada de gente, a palavra "gostosa" me veio à mente.

Com o espírito investigativo que me é peculiar, em vez de me prender à mera contemplação das pessoas que poderiam se encaixar em tal definição, passei a pensar em quão enganosa essa palavra é.

Acredito ser pertinente esclarecer que vejo o mundo sob uma ótica muito determinista, na qual nossas ações e conceitos não são aleatórios, mas determinados pelo meio e pela genética, e segundo a qual toda a nossa complexa cultura e organização social são meramente um reflexo das nossas primitivas programações biológicas. E um dos motivos que me levam a essa afirmação é que existe uma explicação evolutiva darwiniana para todas as nossas principais atitudes e escolhas-padrão.

E é por isso que a palavra "gostosa" é (ou pode ser) completamente enganosa. Afinal, a associação da palavra "gostosa", no sentido de "mulher sexualmente atraente", com os outros significados do mesmo adjetivo (prazeroso, agradável) nos leva à ilusão de que trepar com uma gostosa é gostoso.

Mas aí é que entra a biologia na história: é fato notório que o que faz com que uma mulher seja considerada gostosa é a quantidade e qualidade dos sinais biológicos que a referida criatura  nos dá de que seria uma boa genitora para a prole. Ora, nos dias correntes, gerar uma prole é o último dos objetivos a serem alcançados (e, na maioria das vezes, é a única coisa que se tenta evitar) através do ato sexual.

Logo, se uma mulher gostosa é uma mulher extremamente apta a atingir um objetivo que não estamos pretendendo atingir, por que diabos elas são tão valorizadas? Afinal de contas, vista por esse ângulo, a relação "sexo com gostosas é gostoso" não apresenta qualquer sustentação lógica.

Rotular um mulher como gostosa serve a muitos propósitos (desde a eleição de uma boa parceira para perpetuar a sua genética, até a escolha das ex-BBBs que posarão para a Playboy e as que não o farão), mas não tem qualquer implicância na qualidade do desempenho sexual da mesma.

A única vantagem real da gostosa é no pós-sexo, uma vez que eleva o status social do copulador entre os outros machos da espécie. Também por isso é conhecida a idéia de que comer uma gostosa não tem tanta graça se não puder contar pros amigos.

Mas deixando isso de lado, creio ser lícito afirmar que a gordinha da verruga no caixa do supermercado pode, para todos os fins práticos, ser muito mais gostosa que a Megan Fox.


*Nota sobre o título apelativo do post: há algum tempo, eu inscrevi esse blog num site que monitora a quantidade de visitas no blog, e de onde os visitantes vieram. O top de coisas involuntariamente assustadoras é o meu campeão de visitas, porque muita gente cai nele vinda do Google, procurando por "pessoas musculosas", "muscle freak" ou até mesmo "crianças musculosas". Apelei no título do post só de sacanagem com esses paraquedistas do Google...

3 comentários:

EFGoyaz disse...

Excelente! E o pior é que no fundo, a maioria de nós sabe disso, mas essa programação está gravada na nossa memória ROM e pronto: não tem jeito. Acho que as mulheres percebem mais informações dos parceiros do que o contrário. A gente fica só nas "gostosas", mesmo. Aliás, se alguém souber de uma gostosa que curta um magrelo peludo...
*Curti demais o lance do Google. Muito boa a arapuca.

F disse...

o diogo escrevendo assim, a gente ate pensa que ele nao se casou com uma gostosa.
hum... e nao se casou mesmo! hahaha

Diogo de Lima disse...

Ô, falta de amor próprio... Casei sim!

 
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