21 de fevereiro de 2010

Porque Twitter

Eu sei, estou largamente atrasado nisso, assim como na maior parte das outras hypes tecnológicas e ferramentas de internet. Mas eu sou sempre resistente à essas novas modas. Eu nunca fui um entusiasta dos novos tempos e das novas formas de comunicação; pelo contrário, sempre defendi (e continuo defendendo) uma certa desvirtualização da vida.

Pois então... a primeira vez que eu ouvi falar de Twitter foi na febre da cobertura das eleições no Irã (não entendeu a relação? Clique aqui, aqui, ou aqui). E aí vi esse vídeo abaixo aqui no Olhômetro.


Ok, eu já tinha ouvido falar do Twitter, já sabia mais ou menos como funcionava, e concordei exatamente com o ponto de vista do vídeo. Aliás, eu ainda concordo. Acho mesmo uma coisa idiota sentar na frente da TV com o laptop e "twittar" comentários sobre o que está assistindo (eu sei que tem gente que faz isso, e parece que o @borbs andou fazendo esses dias...). Quero dizer, deve até ser legal para quem está assistido a mesma coisa, mas como isso vai para todos os seus seguidores, fica meio chato para os outros 90% dos seus contatos.

Mas, como as coisas não são tão preto-no-branco e eu sou curioso, resolvi dar uma olhada no que raios é isso. Na verdade, nessa quarta feira passada eu vi a minha filha-por-tabela (odeio a palavra enteada, me lembra "entojada") usando o twitter, fui dar uma olhada e me pareceu interessante. Um aparte: é aí que a gente sabe que está ficando velho, precisa de um adolescente pra te apresentar as "novidades". Enfim, alguém tinha que ceder, e, mesmo sabendo que boa parte da hype já passou, abri uma conta no Twitter.

E o que eu descobri é aquela velha história que todo mundo com um pouco de discernimento percebe: a ferramenta não é boa nem má, é o uso que as pessoas fazem dela que lhe dá as características pelas quais elas ficam conhecidas. E embora o Twitter seja realmente utilizado para muita coisa inútil, ele ainda é interessante às pampas e - especialmente - muito divertido

Pra quem nunca usou o Twitter, ele é como aquela barrinha no orkut ou no facebook onde vc escreve o seu status ou o que quer que seja, e o que vc escreveu vai direto para a página dos seus amigos. Mas ele é só isso. E justamente por ser só isso é que ele é tudo isso. O que me lembra de um outro post que eu ainda hei de escrever, sobre a Good Enough Revolution, mas voltando à linha de raciocínio: não existem comunidades, depoimentos e o escambáu. Não existe solicitação de amizade ou coisas assim, e não existe gente te adicionando só porque quer ter mais gente na lista de amigos - até porque no Twitter adicionar não dá status, o que dá status é ser adicionado (e não, não dá na mesma). Em suma, é apenas um veículo para espalhar pequenas frases, links e informações ultra-condensadas, que pode te colocar em contato com gente que você admira, com quem você acha que sabe das coisas, ou simplesmente com os seus amigos de todo dia. Pra quem se liga em celebridades, o Twitter pode te colocar em contato com gente desde o William Bonner até Nelson Rubens. De Maurício de Sousa a Neil Gaiman, do Oscar Magrini até o Barack Obama.

Como eu não estou muito interessado em nenhum desses casos, você pode estar se perguntando, afinal, porque eu estou no Twitter. E eu te digo: porque é uma excelente ferramenta de divulgação desse blog! Além de servir como uma vazão para coisas como as que eu fiz nesse post. Em vez de montar coletâneas de pequenas observações que não servem para compor um post decente sozinhas, eu soltá-las-ei de forma homeopática no Twitter. Além de divulgar links e informações que eu achar interessantes e etc. Também por isso que eu criei a minha conta com o nome do blog - o Twitter é mais dele que meu. Então, divulgando o novo elemento do blog, para quem quiser acompanhar as minhas atualizações no Twitter, é só clicar no ícone na sidebar ali à direita, ou visitar o meu alter-ego twitteiro, @ideiasinsolitas.

Um comentário:

Fabi disse...

Eu acho que quem nao tem o que dizer deveria ficar calado, mas parece que o twitter serve pra encorajar o contrario.
Na verdade, desde o advento dos blogs passou a ser possivel que qualquer pessoa fale sobre qualquer coisa para o mundo - esta tudo na rede.
mas agora nao e preciso mais elaborar frases e paragrafos ou se preocupar com o tema tratado - se faltar assunto, pontuacao ou intelecto pra elaborar qualquer coisa, nao tem problema, uma frase como "alguem tem cafe" ja serve desde que se ganhe mais seguidores.

 
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