28 de janeiro de 2010

[REC]: Tenha Medo

Voltamos das férias... ainda tentando colocar as coisas (e a cabeça) no lugar depois de quase três semanas fora de casa. Sou só eu que fico meio perdido nesses retornos de viagem?

De qualquer forma, só dei uma passada pra regar o blog antes que seque, e recomendar um filme que eu acabei de assistir. [REC] não é nenhuma novidade, o filme é de 2007, mas como ninguém nunca me falou dele eu estou passando a recomendação aqui. Eu acho que esse é o tipo de filme que é bom de se ver sem saber nada sobre ele, mas eu não poderia escrever um post recomendando o filme sem dizer nada a respeito. Pensando bem, poderia sim, mas não vou fazer isso. Então, se o meu conselho valer de alguma coisa, pare a leitura aqui. Se resolver continuar, não se preocupe: não há spoilers importantes.



Então, vamos lá: em primeiro lugar, [REC] é um filme espanhol. Mas não é o estereótipo do filme europeu que pseudo-intelectual gosta de indicar aos outros só pra dizer que gosta de coisa muito melhor que "esses filminhos hollywood aí". Isso porque [REC] é um filme de zumbis. Eu adoro filmes de infecção zumbi, estou doido pra assistir Zombieland, e como apreciador incondicional do gênero, devo dizer que [REC] é, possivelmente, o melhor filme de terror zumbi já feito.

O filme começa com uma repórter de TV local, gravando um programa sem graça que passa de madrugada, mostrando como os bombeiros passam a noite e como é o trabalho deles. Assim, ele segue exatamente a mesma linha de A Bruxa de Blair, sendo registrado em primeira pessoa, a visão de uma repórter e um cinegrafista querendo gravar o furo da carreira quando seguem os bombeiros para atender um chamado num edifício residencial.

Eu me lembro que quando assisti A Bruxa de Blair, eu quase morri de medo, porque assisti naquela onda de acreditar que era de verdade (eu tinha 12 anos e era um baita de um caipira, tá? Dá um tempo). Foi o último filme de terror que eu me lembro de ter feito eu sentir medo de verdade. Me admira que tenham saído poucos filmes depois d'A Bruxa gravados em primeira pessoa. Pelo menos, eu não lembro de ter visto nenhum. Talvez  não tenham conseguido um pretexto pra manter uma pessoa filmando enquanto todo mundo morre ( e [REC] resolve bem isso: quando as luzes apagam, a única fonte é a luz da câmera), mas esse me pareceu o modo mais eficiente de se narrar uma história de terror.

Então, que se dane a originalidade: o objetivo de um filme de horror é fazer com que as pessoas fiquem com o coração na mão o tempo todo, e qual o melhor jeito de fazer isso que não seja colocar o espectador dentro da história? Enfim, o filme é curto (70 min.), e se você gosta de filmes de zumbis e/ou filmes de terror, é uma excelente opção para ver no fim de noite, na volta do cinema depois de Zombieland.

Pra quem leu até aqui, deixo mais três recomendações de filmes que eu vi nas férias: Deixa ela entrar (2009), um filme sueco com um romance esquisito entre um guri e uma vampira, genial, bonito e assustador ao mesmo tempo; Desejo e Reparação (2007), um daqueles filmes pra quando se está afim de chorar aos baldes; e Hard Candy (de 2005 - eu me recuso a usar o título tosco que deram em português, Menina má.com), um suspense muito bem bolado, e que só usa dois atores na maior parte do filme.

3 comentários:

Diogo de Lima disse...

Ah, acabei de ver propagandas de um remake, pronto pra sair no cinema, uma versão "americanizada" de [REC], chamada "Quarentena". Me parece absolutamente igual à versão espanhola. Vai ver que refizeram o filme porque é barato, vai render mais grana e americano não gosta de ler legendas.

Balaio Variado disse...

Oi

Dizem que o "Quarentena" é péssimo. Eu não assisti ainda, mas gostei do original "REC". Gosto de filmes de outros países..as vezes os americanos estragam os filmes, com seus formatos comerciais.

Diogo de Lima disse...

Acabei de assistir o Quarentena, ou melhor, o finzinho dele... estava passando no HBO, acho que não foi pro cinema. Mas até a fotografia e a marcação do posicionamento dos personagens é igual ao [REC]. Só a mulherzinha é mais histérica. Me pareceu que tanto faz ver um ou outro. Mas é claro que o original tem mais mérito.

 
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