1 de outubro de 2009

Top de 5ª - 5 regras para um bom top

Eu sempre gostei de tops e sempre tive interesse em elaborá-los. Muitas vezes esse interesse esbarrava em preguiça e falta de motivação (eu ia fazer um top pra mostrar pra quem?). Mas de tanto ler tops por aí, decidi superar essas antigas limitações e criar uma coluna semanal nesse blog: o Top de 5ª.
Confesso que primeiro escolhi o nome e o dia pensando que a maior parte dos meus tops serão tops 5, e só depois pensei no trocadilho. Gostei. Mantive. É possível que alguns tops que eu vou escrever sejam mesmo de quinta.

Como eu disse, de tanto ler tops por aí, também percebi um padrão, uma espécie de código de conduta que rege os topeiros e topeiras mundo afora. E resolvi estrear a coluna com um meta-top: um top sobre tops. As "regras" não estão em qualquer ordem específica, além não serem exatamente regras. O topista deve ter sensibilidade para ignorá-las quando necessário. Fugir às regras, como vocês vão ver, também é essencial a um bom top.

5 regras para um bom top:

#1: Atente para o tamanho: eu achava que um top completo era sempre um top 10. Triste engano. O tamanho de um top depende diretamente do número de variáveis disponíveis. Um top 10 bandas dos anos 70 seria um top de bom tamanho. Existe uma boa competição e dá pra incluir uma ou outra banda obscura no meio das figurinhas carimbadas. Um top 5 certamente seria injusto - muita gente de fora. Mas como você faria um "top 10 instrumentos de jardinagem mais úteis"? Você teria que fazer esforço pra se lembrar de 10, e se ninguém fica de fora, não é um top. É uma lista de compras, para a próxima vez em que você for à loja de ferramentas.

#2: Fuja do óbvio: por falar em deixar algo de fora... um top, geralmente, serve para mostrar às pessoas algo que elas não conhecem, ou ainda, para mostrar algo conhecido sob um outro ângulo. Um top que dá uma visão clichê sobre algo que todos já sabem, é como um manual de instruções para palito de dentes: ninguém precisa, ninguém deveria ler e ninguém deveria se dar ao trabalho de escrever.

#3: Não fuja tanto do óbvio: trate de temas conhecidos. Salvo raras exceções, um top que só fala de coisas que ninguém conhece não cativa o público. Se eu for falar sobre os 5 melhores arquitetos do Art Nouveau, todos os que não são arquitetos vão passar direto. Um bom top é um top que todos podem concordar ou discordar, ou ainda elaborar suas próprias versões.

#4: Seja breve. Aplique a Navalha de Ockham, um top não é uma dissertação. Se algo demora muito pra ter sua presença no top explicada, provavelmente tinha algo com um mérito muito mais evidente pra ser colocado no lugar.

#5: Google it! Pesquise informações, confirme nomes e datas. Nada melhor pra acabar com a credibilidade de um top do que um "Curt Kobain morreu em 1992".

Existem outros truques mais sutis, como "deixe alguém importante de fora" ou "coloque em segundo lugar quem todos pensam que deveria estar no topo", mas os considero corolários da regra #2. E mesmo assim não são regra: são truques reservados apenas aos experts - e dito isto, acho que vou demorar um pouco a usá-los.

Um comentário:

EFGoyaz disse...

Curto demais o jeito como você escreve. Tem humor e inteligência, sem exageros. Mas esse verbete da Navalha de Ockham na Wikipedia tá precisando de uma Navalha de Ockham.

 
BlogBlogs.Com.Br