10 de outubro de 2009

Break Up - Pete Yorn & Scarlett Johansson: uma mini-resenha


Como eu disse no último post, estou à procura de coisas novas para ouvir, mas poucas têm realmente merecido a minha compulsória segunda audição. Mesmo as coisas mais antigas ou não-tão-novas que eu tenho me obrigado a ouvir pra não continuar completamnte ignorante a respeito (como Blur, ou Muse) tem me decepcionado. Nessa busca por lançamentos que sejam dignos de figurar num top melhores de 2009, o disco que intitula esse post foi uma promessa empolgante a princípio.
Não que eu seja o tipo de pessoa sempre por dentro das coisas. A minha primeira reação ao saber do lançamento foi: "A Scarlett Johansson canta? E quem é esse tal de Pete Yorn?". Fiquei curioso, fui dar uma conferida.
Break Up (Separação, no sentido de namorados que terminam) apresenta suas canções sob o ponto de vista de namorados discutindo a relação. E todos nós sabemos como são relacionamentos que não dão certo. No começo sao empolgantes, atraentes, fascinantes, e você sempre quer mais. Com o tempo, algumas coisas começam a te irritar ou "não serem como antes", e quando você percebe já está louco pra terminar. É exatamente esse caminho que as 11 canções do disco de Pete/Scarlett tomam.
As 4 primeiras faixas são deliciosas e irretocáveis, um excelente trabalho. A partir da 5 música, a coisa começa a desandar, e o disco se encerra de modo enfadonho e melancólico, praticamente inaudível.
Só para exemplificar a diferença, aí vão a primeira (Relator)e a última (Someday) faixas do disco:
Relator

Someday


Talvez seja essa a intenção de Pete Yorn, que compôs 10 das 11 faixas (uma delas é um cover). Mas existem jeitos melhores de retratar um fim de namoro, sem que o disco fique chato. Vide Amy Winehouse, por exemplo. Back to Black é o pé-na-bunda mais divertido dos últimos tempos.

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